sábado, 18 de julho de 2009

Impressora substitui tinta por borra de café ou chá


Que tal ler um texto com cheirinho de chá ou café? Com a impressora desenvolvida pelo coreano Jeon Hwan Ju, é possível. Isso porque a máquina dispensa o uso de tintas e cartuchos cheios de produtos químicos e imprime suas imagens e textos usando borra de café ou chá.

Batizada de RITI Coffee, a impressora resolve problemas como não poder imprimir um documento por falta de tinta, precisar gastar dinheiro com a compra de novos cartuchos, gerar mais resíduos químicos e até sujar as mãos de tinta na hora de trocar os tonéis.

Funciona assim: em vez de jogar fora a borra do café ou o resto de chá, você deposita os resíduos num cartucho especial que fica acoplado em cima da impressora, coloca o papel no meio do equipamento e movimenta o cartucho de um lado para outro. Aos poucos, a imagem ou o texto aparecem. Por trocar a eletricidade pela “ajudinha” do usuário, a impressora se torna ainda mais eco-friendly.

Como funciona:

terça-feira, 7 de julho de 2009

Xerox ecológica

A Xerox do Brasil lançou em abril a Phaser 8860MPF, multifuncional com tecnologia de cera sólida. O equipamento permite a produção de documentos com menor impacto ao meio ambiente, além da redução de mais de 90% em re sí duos gerados em relação a equipamentos a laser comum.

A Phaser 8860MFP foi desenhada para atender empresas que apresentam volumes de impressão a partir de 2.000 páginas por mês ou que façam uso frequente de cor.

Fácil de usar, a impressora multifuncional permite cópia, impressão, fax e digitalização avançada, em que os documentos podem ser digitalizados pelas duas faces si mul ta nea men te e armazenados em pastas di gi tais protegidas por senha no próprio equipamento, com acesso con ve nien te através do navegador web do usuá rio.

Com rede, ge ren cia men to inteligente de energia, seleção au to má ti ca de voltagem, a máquina apresenta desempenho de até 30 páginas por minuto em preto-​e-branco ou cor.

A tecnologia de cera sólida não usa cartucho, as ceras são aquecidas e transferidas para o papel sem po luir o meio am bien te. O uso é simples e seguro, podendo ser ma nu sea do por qualquer pessoa, já que não gruda na rou pa e nem na pele.

A Phaser 8860MFP possui um processador de 750 mhz, memória de 512 MB, disco rígido com 40 gigabytes, Post Script3 da Adobe, ciclo máximo de 120.000 páginas mês, rede e USB 2.0 padrão. O clien te pode ain da adquirir soft wares Scan to PC Desktop Pro fes sio nal Small Business Edi tion ou Scan to PC Desktop SE Small Business Edi tion, que permitem que os usuá rios digitalizem diretamente para o desktop ou e-​mail.

O equipamento já está disponível em toda a rede de distribuidores da Xerox no Brasil, com preço para o clien te final a partir de R$ 18.750,00.

HP pensando no meio-ambiente

Buscando contribuir com a preservação do meio ambiente, a HP está realizando o programa Design Environment , que tem como meta reduzir a energia necessária para percorrer toda a cadeia de suprimentos, diminuir a quantidade de materiais usados nos produtos e desenvolver materiais que tenham menor impacto ambiental, criar equipamentos fáceis de atualizar e reciclar. “As prioridades do programa são a responsabilidade social e ambiental na cadeia de suprimentos”, resume Cássio Lopes, gerente de Logística para Manufaturas e Sustentabilidade Ambiental Responsável da HP. De acordo com ele, com produtos planejados desde a criação, é possível otimizar a logística de tal forma que se torne mais eficiente a movimentação e armazenagem dos mesmos desde as fábricas, em qualquer parte do mundo, até as prateleiras dos distribuidores da HP.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Biocompósito substitui madeira, plástico e recicla metano de aterros sanitários

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo material sintético que poderá substituir a madeira, salvando árvores e reduzindo a emissão de gases do efeito estufa.

Plástico biodegradável

Produzida com fibras vegetais e um plástico biodegradável, a "madeira sintética" poderá ser usada em uma ampla variedade de materiais de construção e poderá vir até mesmo a substituir alguns usos dos plásticos petroquímicos hoje utilizados em bilhões de garrafas descartáveis.

"Esta é uma grande oportunidade para fazer produtos que atendam às necessidades da sociedade e respeitem e protejam o meio ambiente," diz a pesquisadora Sarah Billington, que coordenou a pesquisa.

Biocompósitos

Sarah e seu grupo trabalham com uma classe de materiais chamados biocompósitos, materiais compósitos - resultantes da mistura de dois ou mais materiais - que, ao contrário de outros materiais híbridos, são biodegradáveis.

Formados pela junção de fibras naturais aglomeradas por uma resina que faz as vezes de cola, o principal componente dos biocompósitos vem de plantas, mas não da madeira de árvores.

A resina usada para unir as fibras vegetais também é biodegradável, chamada PHB (polihidroxi-butirato).

Reciclando gás metano

Ao contrário dos resíduos de madeira, que ficam nos aterros sanitários por meses ou anos, os biocompósitos decompõem-se em poucas semanas. À medida que se degradam, eles liberam metano, um dos gases causadores do efeito estufa. Contudo, o gás pode ser capturado e reutilizado na fabricação de mais biocompósitos.

"Nós estamos combinando dois processos naturais: Nós estamos usando micróbios que quebram o PHB e liberam gás metano, e diferentes microorganismos que consomem o metano e produzem PHB como suproduto," explica Craig Criddle, outro membro da equipe.

Em termos de contribuição para o aquecimento global, o metano é 22 vezes mais potente do que o dióxido de carbono.

É a última palavra em reciclagem, diz ele. "Em nosso laboratório, nós criamos condições onde somente aqueles organismos que acumulam a maior quantidade de plástico se reproduzem. Nós chamamos o processo de 'sobrevivência do mais gordo'."

Parente desabonador

Contudo, para atingir a fase da comercialização, os novos biocompósitos terão que enfrentar mais do que os desafios tecnológicos. Isso porque as fibras vegetais que se mostraram mais promissoras, tanto em termos de biodegradabilidade, quanto em termos de resistência estrutural, vêm do cânhamo.

O cânhamo é um membro da família cannabis, sendo portanto um primo próximo da maconha. Ao contrário de sua mal-falada prima, ele possui níveis mínimos de THC, o principal ingrediente psicoativo da família. Isso, contudo, não tem sido suficiente para forçar uma mudança na legislação da maioria dos países, que exclui a plantação industrial de toda a família cannabis.

O cânhamo é uma planta que possui inúmeras possibilidades de aplicações científicas e tecnológicas e pode ser inteiramente aproveitada com diversas finalidades. Mas tem sido convencer a sociedade e os legisladores das diferenças entre cânhamo e maconha e, sobretudo, da pertinência de plantá-la em larga escala.

Gelo inflamável promete energia limpa contra o aquecimento

Gás natural preso em água congelada pode ser uma das maiores e mais limpas fontes de energia do planeta, segundo a revista New Scientist. Como é possível ver, a olho nu, a queima desse combustível parece algo impossível de acontecer. Isso porque o clatrato hidratado parece gelo normal em chamas. No entanto, isso só é possível pois, em sua composição, as moléculas de água são organizadas como "gaiolas" que aprisionam moléculas de metano (altamente inflamável). A pesquisa sobre o clatrato hidratado foi apresentada na reunião da American Chemical Society e cientistas acreditam que essa pode ser uma das fontes de energia mais limpa do planeta pois, comparado com os combustíveis fósseis, o metano libera naturalmente menos dióxido de carbono. Ainda, segundo os cientistas, a estrutura do clatrato hidratado aprisiona o CO2, tornando possível, com a tecnologia certa, a existência de um combustível que não agrave o aquecimento global.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

1/3 PRO LIXO

ACHEI DEMAIS ESSE VÍDEO DA AKATU CCONTRA O DESPERDÍCIO:

ENTRE NO SITE E CALCULE QUANTO LIXO VOCÊ PRODUZ E DESCUBRA COMO MUDAR.
http://www.akatu.org.br/sites/desperdicio/

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Não deixe rastro - reduza, reutilize, recicle

Reunir, por um mês, todo tipo de material que nos é entregue no dia-a-dia – de sacolas plásticas a comprovantes de pagamento. Foi isso o que fez a repórter Carol Costa. Nessa empreitada, ela descobriu que deixamos uma trilha nada ecológica por aí e que a saída para reduzir todo esse lixo é dizer não para os excessos

Setenta e quatro sacolinhas plásticas, 16 garrafas PET de água mineral, 91 comprovantes de cartão de débito, 11 guardanapos de papel não utilizados. Essa é uma parcela do saldo de um mês de consumo comedido – afinal, há tempos me preocupo com a questão ambiental – de embalagens descartáveis, tão onipresentes quanto desnecessárias.

Passei um mês guardando correspondência não solicitada, saquinho plástico e outras maravilhas que só uma criativa indústria de embalagens é capaz de colocar no mercado – 1 milhão de sacos plásticos por minuto, 210 mil toneladas de filme plástico por ano, só no Brasil.

“Tá juntando tralha?”, me perguntou Val, a faxineira, incomodada com o monte que ia se acumulando em cima da mesa e que eu não deixava ir para a lata do lixo. Expliquei que minha intenção era medir, por um mês, o tamanho do rastro de meu próprio consumo. “Ser humano é bicho que emporcalha tudo”, disse a Val, na sabedoria de quem vive de limpar a sujeira alheia.

Não é preciso ser um consumista incorrigível ou um comilão contumaz para ser proprietário de uma mon–tanha particular de lixo reciclável. De acordo com especialistas, o consumo anual médio de plástico é de 24 kg per capita no Brasil (contra 130 kg nos Estados Unidos). Parece exagero? Pense na freqüência com que você vai à padaria, ao supermercado, à farmácia.

Lembre-se de quantas vezes não colocou dois saquinhos para segurar um conteúdo particularmente pesado – um saco de arroz, uma caixa de refrigerante, –, afinal as sacolas arrebentam com a mesma facilidade com que entopem bueiros e bocas-de-lobo. É tanto combustível fóssil utilizado em sacolinhas que chega a ser surpreendente que sobre algum petróleo para transformar em gasolina.

EU, VOCÊ E TODOS NÓS
Nas praças de alimentação de shoppings e galerias, bandejas de plástico são protegidas por uma folha de papel, talheres descartáveis são oferecidos dentro de sa–quinhos plásticos, o refrigerante vem acompanhado de copo descartável. Mas o mundo está mesmo perdido quando até canudo e palito de dentes precisam ser embalados individualmente. Não fosse nossa um tanto neurótica fantasia de assepsia, muitas dessas embalagens nem sequer existiriam.

Na maioria das vezes, toda essa tralha descartável vai parar mesmo no lixo. Com um pouco de sorte, é possível que a sua latinha de refrigerante tenha um destino bem mais digno, indo compor a renda dos milhares de catadores que perambulam pelas grandes cidades.

Ser reciclado, no entanto, é um fim de carreira glorioso apenas para produtos nobres, como o sulfite que vira a agenda estilosa e a garrafa PET transformada em tecido fashion. A maioria das embalagens que consumimos no dia-a-dia – coisas banais, como o blister do remédio – vai para o lixão.

Quer coisa mais onipresente do que o papelzinho de comprovante de venda? Com a crescente substituição do dinheiro pelo cartão, as máquinas emitem duas vias do cupom fiscal: uma vai entulhar a mesa dos diretores financeiros das empresas e a outra vira bolinha de papel em segundos e vai da bolsa para o lixo.

Como tem gente que usa o cartão até para comprar água, não é difícil imaginar o montinho de papel que desperdiçamos só ao digitar a senha na maquininha de débito automático.
A coisa vai mal, como se vê, mas pode ser revertida. Basta aprender alguns nãos. Comece a treinar: “Não quero a sacolinha, obrigado. Trouxe minha bolsa de feira”, “Não precisa imprimir minha via do cartão”, “Não quero talher de plástico. Pode me conseguir alguns de metal?”. Se os nãos falharem em algum momento, aí diga sim à reciclagem.

QUANTO LIXO FOI PRODUZIDO
91
comprovantes de cartão de débito
74 sacolinhas plásticas
49 embalagens plásticas
16 garrafinhas PET de água mineral
15 caixas de papel de tamanhos variados
13 copinhos de café
12 publicidades não solicitadas
11 guardanapos de papel não utilizados
9 canudos
8 blísteres de remédio
4 embalagens TetraPak
3 sacolas grandes de papelão
2 caixas grandes de papelão